O Brasil está envelhecendo. Este é o resultado de pesquisas que afirmam que, ao longo dos últimos 10 anos, a população acima dos 60 anos de idade cresceu 35,5%, tendo hoje 14,5 milhões de pessoas. Isso aconteceu devido ao prolongamento da expectativa de vida, devido aos avanços da medicina. Pelo mesmo fator, houve também o aumento da vida sexual ativa. Porém, devido à ausência de campanhas de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, a terceira idade torna-se mais vulnerável às DSTs, como ao vírus HIV, causados da AIDS.
A médica Cláudia Calixto, patologista clínica do Lavoisier Medicina Diagnóstica/DASA, afirma que a principal via de contaminação desta faixa etária é a relação sexual desprotegida. "Alguns fatores contribuíram para o aumento do número de infectados, como a não inclusão deste grupo em campanhas de prevenção, dificuldade em se adaptar ao uso do preservativo, pois não há mais a necessidade de usá-lo como contraceptivo e, atualmente, o uso de medicações para disfunção erétil, levou ao aumento do número de exposições sexuais sem proteção”, explica.
Cláudia explica, ainda, que o tratamento para o HIV nesta idade é semelhante ao de outros grupos etários. “A adesão ao tratamento é variável, dependendo de fatores culturais e sociais, hábitos e vícios. A estrutura familiar é importante, pois aqueles pacientes que recebem apoio familiar tendem a ter maior adesão ao tratamento quando comparados àqueles institucionalizados, moradores solitários ou abandonados”, conta.
Hoje, do total dos pacientes contaminados pelo vírus, 2,4% são idosos. Ou seja, de um total de 600 mil pessoas infectadas pelo HIV, 14 mil tem idade igual ou superior a 60.
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