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A dimensão que o surto está atingindo levou a OMS a autorizar, no dia 12 de agosto, o uso de tratamentos experimentais, “sob reserva” de que determinadas condições sejam cumpridas. “A comissão chegou ao consenso de que é ético oferecer tratamentos não homologados, cuja eficácia não é conhecida, nem os seus efeitos secundários, como tratamento potencial ou a título preventivo”, explicou a OMS. 

Existe um tratamento experimental composto por anticorpos monoclonais (ZMapp) que foi utilizado em alguns pacientes com alguns resultados positivos. Ele foi utilizado em dois americanos e um padre espanhol que foram infectados com o vírus quando trabalhavam na África.

Nos americanos o resultado parece ter sido positivo, já que eles estão curados da doença, porém o padre espanhol faleceu, mesmo com o tratamento experimental. 

Além dos dois americanos e do padre espanhol, três médicos liberianos estavam sendo tratados com o soro, mas um faleceu no dia 25 de agosto. Segundo o ministro de Informação da Libéria, Lewis Brown, outros dois funcionários tratados com o soro seguem em tratamento e há sinais de esperança. 

O laboratório que fabrica o ZMapp informou que as doses disponíveis do medicamento se esgotaram. 

O Japão declarou na segunda-feira, dia 25 de agosto, que está pronto para oferecer um medicamento experimental desenvolvido no país para conter o surto de ebola. “Caso a Organização Mundial de Saúde o requeira, nosso país está preparado para fornecer o medicamento que está pronto para ser aprovado, em um trabalho de cooperação”, afirmou o porta-voz governamental, Yoshihide Suga.

O remédio foi desenvolvido pela Fujifilm Holdings e foi aprovado em março pelas autoridades do país como um antigripal. De acordo com o porta-voz, há doses disponíveis para 20 mil pessoas.

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