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Quais são os principais prós e contras da reposição hormonal para mulheres?

Os principais prós são: alívio das ondas de calor; manutenção da lubrificação e elasticidade da vagina; equilíbrio dos níveis de colesterol, com diminuição do risco de infarto ou derrame cerebral; impedimento ou diminuição da perda de massa óssea, com menor risco de desenvolvimento da osteoporose; manutenção do colágeno da pele; ajuda a preservar a memória, com retardo do aparecimento das demências; há indícios de que impede o aparecimento do câncer do intestino grosso.

Os principais contras são: aumento de risco de câncer de útero, por uso exclusivo de estrogênios, sem contraposição da progesterona; aumento do risco do desenvolvimento de câncer de mama, pequeno em números absolutos, mas possível; possibilidade de aparecimento de tromboses; aumento do risco de infarto ou derrame cerebral; possibilidade de ganho de peso, por aumento do apetite e retenção de líquidos.

Deve-se deixar claro que a adoção da reposição hormonal deve ser intensamente debatida com a paciente. É obrigação do médico esclarecer, com todos os pormenores, os benefícios e os possíveis malefícios, para que a decisão seja tomada, principalmente, pela própria paciente.

 

A reposição hormonal pode aumentar a libido?

Com a melhora da autoestima e bem-estar, pode ocorrer aumento da libido. Porém, é neste momento que entra a discussão sobre a adoção de androgênios.

Como a libido faz parte de uma ampla gama de sentimentos e influências, inúmeros fatores podem interferir em sua plenitude, o que obriga a uma ampla discussão entre médico e paciente sobre todas as possibilidades que estejam ocorrendo na vida da mulher e, desta forma, concluir se há necessidade da utilização de hormônios masculinos, que são os principais responsáveis, hormonalmente, pela libido. Outra possibilidade seria a utilização da tibolona, que é um hormônio especial, que tem ação androgênica, podendo melhorar o estado geral da paciente neste aspecto.

 

 

Dr. Roberto Calvoso Júnior é doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2003). Atualmente, é auxiliar de coordenação de curso da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Ginecologia e Obstetrícia, atuando principalmente nos seguintes temas: reposição hormonal e menopausa.

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