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Falar sobre a morte é um assunto complicado, quando envolve uma criança, então, ainda é mais complicado. Nessa hora a maior vontade, e o comportamento mais comum, é tentar poupar a criança do sofrimento e agir como se a morte fosse um assunto que não fizesse parte do universo infantil.

"Ela é muito pequena, ainda não sabe o que está acontecendo!" – essa é uma frase bastante utilizada. Geralmente as famílias excluem os pequenos do momento de luto. Não falam sobre o que está acontecendo, inventam uma mentirinha e evitam chorar na frente deles.

É muito complicado explicar às crianças conceitos abstratos como: "Você nunca mais vai ver a vovó" ou "O papai nunca mais vai voltar". Para eles a ideia de infinito e irreversibilidade da situação é incompreensível.

Embora pareçam ter entendido, costumam agir como se a pessoa que morreu pudesse entrar pela porta a qualquer instante.

Só por volta dos 10 anos eles começam a entender melhor que a morte faz parte da ordem natural da vida e que é irreversível.

Porém, independente da idade, a compreensão sobre a morte é muito importante, pois as crianças precisam de uma dose de realidade para amadurecer e precisam assimilar o acontecimento para que superem a dor da perda mais facilmente.

Por esse motivo, usar meias palavras só prejudica. Falar que "a titia está dormindo e não vai mais acordar" ou "que o vovô está descansando" só confunde. Afinal, por que a titia não acorda?

Para as crianças não existe limite entre fantasia e realidade e elas levam tudo muito "ao pé da letra". Além disso, essas explicações podem deixá-las com medo de dormir e não acordar mais, por exemplo.

O melhor é explicar de uma maneira simples, usando uma linguagem que a criança possa compreender.

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