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A hipertensão pode não apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. A avaliação periódica com o cardiologista é de extrema importância, independente da presença de sintomas. Atenção especial deve ser dada para os pacientes com fatores de risco para hipertensão arterial, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que desejam iniciar atividades físicas.

Algumas situações, como dores e alterações emocionais (crises de ansiedade e pânico, por exemplo), elevam transitoriamente a pressão arterial e não devem ser consideradas para diagnóstico da doença. Também existem pessoas cuja pressão arterial sobe pelo fato de estarem em ambiente médico, também conhecida como hipertensão do jaleco branco; muitas vezes está relacionada ao perfil de ansiedade do paciente e independe de sua vontade.

Para o diagnóstico e diferenciação entre hipertensão e hipertensão do jaleco branco, é recomendado o exame de Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (M.A.P.A.), que permite registrar o valor da pressão arterial do paciente durante 24 horas e calcular a média.

Alguns outros exames podem ser necessários para o acompanhamento dos hipertensos, como eletrocardiograma, ecodopplercardiograma, teste ergométrico e holter 24 horas. O tratamento inclui mudanças de hábito, como dieta e atividade física regular, além de medicações de uso contínuo. O acompanhamento regular com o cardiologista é fundamental para avaliar a eficácia do tratamento, além de prevenir e tratar as possíveis complicações.

 

 

Fernando Abrão Adura – CRM 112.898 - é cardiologista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André.

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